sábado, 18 de junho de 2011

Está tudo pronto na Assobecaty para iniciar a festa aos orixás Bará , Ogum, Iansã e Xangô : Agora é só aguardar Mãe Carmen de Oxalá

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Muito poucas pessoas sabem que o ano 2011 foi declarado pela ONU- Organizações das Nações Unidas como o Ano Internacional  Afrodescendente, Assobecaty- Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá, aderiu não só a proposta, aderiu ao movimento dos poucas organizações  que tomaram a iniciativa de somar  esforços para  dar destaque, a  esta conquista  histórica da cultura negra no mundo .

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Durante o ano  esta sendo realizadas  diversas atividades de ações afirmativas  de valorização da cultura negra, no mesmo  ano em que completou  os 77 anos de existência e 23 anos de Conotação Juridica.

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Alguns filhos e amigos, foram surpreendidos com a  alteração do calendário, a pequena alteração, ocorreu pela necessidade de receber a  nova filha Liliane de Iansã. A decoração foi organizada com muito zelo e respeito pela raiz ancestral.

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Entre os orixás frenteiros, orixás de lutas e vitórias  esta a orixá feminina do panteon africano a orixá  guerreira Iansâ, foi uma filha de Iansã que provocou mudanças no calendário festivo da casa  tradicional Assobecaty,  Agora é só aguardar  Mãe Carmen de Oxalá.

Veja mais em : Revista Conexão Afro

caracolesFALAR com Mãe Carmen de Oxalá

Fone: (51) 97010303 e 84945770

maecarmendeoxala@hotmail.com

CampanhaAno Internacional afrodescendente

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Trecho de Ogum Marê

A tripulação estava formada no convés, ao som de tambores. Era um dia ensolarado da primavera carioca. O Marinheiro Marcelino amarrado ao mastro, com as costas nuas e polida pelo suor. O Comandante Batista das Neves, o juiz, agora, o algoz, tirou o chapéu, entregou-o à ordenança, desabotoou e tirou a casaca, entregou-a, também. Recebeu do mestre inglês a chibata, encarou a tripulação com um olhar repreensivo e a Marcelino com desprezo, tomou fôlego, inspirando profundamente, e iniciou o cumprimento da sentença. Em seu semblante, podia ser percebido, prazer e satisfação. Marcelino mordia o beiço a cada vez que era atingido pela chibata, o sol ofuscava-lhe a visão e o suor ardia-lhe os olhos, os gemidos do pobre podiam ser ouvidos longe. Iemanjá, a mãe generosa dos Orixás, surge das águas. A sena do castigo de Marcelino é tão chocante que ninguém houve seu canto. Ela o ampara nos braços e conforta-o. A tripulação vê Marcelino desmaiar, e o sangue rubrar o seu lombo negro.

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Edenir Costa dos Santos
Autor do livro Ogum Marê
www.biblioteca24horas.com